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HISTÓRICO

A Arte da Restauraçao

A profissao de conservador-restaurador de obras de arte, vem se transformando com o passar dos tempos. Até o início do século XX a funçao de resguardar as obras era confiada a técnicos ou artesaos específicos de cada área. Porém, já no século XIX, duas correntes se destacavam com tendencias antagônicas. Encabeçadas por Le Duc na França e Ruskin na Inglaterra. Le Duc defendia a tese de acrescentar, complementar uma obra se baseando em estudos estilísticos. Ruskin defendia a postura de conservaçao, tratamentos estéticos nao eram considerados necessários. Estes conceitos evoluem e, finalmente, Cesari Brandi na década de 1930 na Itália, estabelece critérios para intervençoes de restauro, considerando valores estéticos e históricos, bem como reintegraçoes, desde que preservada sua autenticidade. Estabelece em seguida, princípios básicos da utilizaçao de materiais reversíveis. Hoje, a restauraçao avançou muito técnica e cientificamente. Trabalham-se em conjunto com vários profissionais como historiadores, químicos, geólogos, biólogos, técnicos de laboratório, arquitetos, engenheiros, antropólogos, entre outros. O restaurador deve de início reconhecer os valores da obra em questao; sejam artísticos, religiosos, históricos, científicos, culturais sociais. Devemos compreender a obra em seu contexto, por ser parte de um conjunto existente. É de suma importância conhecer e documentar o estado da obra e seu passado, para com isto saber-se o que levou a sua degradaçao, se houveram restauraçoes anteriores, para isto existem testes laboratoriais, análise de materiais, que levarao aos conhecimentos profundos sobre a obra. Para, com isto, obter-se resultados de excelencia no processo de restauraçao. Compreender estes fatores leva o profissional a um efetivo e integral desempenho na profissao de conservaçao e restauraçao de bens culturais.